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"A
Liga Extraordinária", que estréia nos
cinemas nesta sexta-feira, junta várias
figuras literárias famosas do século 19 para
combater um vilão dotado de recursos tecnológicos
superinusitados para aqueles tempos.
"A
Liga Extraordinária" remete a uma época
-- 1899 -- em que o mal violento tinha alvos
menores e mais específicos.
Assim,
a população de Londres no final da era
vitoriana se choca ao ficar sabendo que um
terrorista conhecido como Fantasma pôde
invadir o Banco da Inglaterra com um tanque e,
depois de desestabilizar o continente,
pretende explodir Veneza inteira durante uma cúpula
de emergência na cidade com todos os chefes
de Estado dos países europeus.
Diante
da falta do que hoje conhecemos como super-heróis,
ou mesmo de alguém como James Bond, um
cavalheiro britânico conhecido apenas como M
(Richard Roxburgh) reúne várias figuras
famosas para tentar impedir a açăo do
Fantasma. E eles têm apenas quatro dias até
o início da cúpula.
Alguns
dos convocados são: o lendário caçador e
aventureiro Allan Quatermain, do livro
"As Minas do Rei Salomão" (Sean
Connery); o brilhante nômade submarino criado
por Júlio Verne em "20 Mil Léguas
Submarinas", Capitão Nemo (o veterano
ator indiano Naseeruddin Shah); o eterno e
indestrutível esteta Dorian Gray (Stuart
Townsend), criado por Oscar Wilde; o brilhante
médico Dr. Jekyll e seu alter ego monstruoso
Mr. Hyde (Jason Flemyng), e Tom Sawyer (Shane
West), que quando garoto brincava no rio
Mississippi no livro de Mark Twain e agora
aparece como membro do Serviço Secreto.
O
grupo se dirige a Veneza no enorme e elegante
submarino Náutico, do Capitão Nemo. Mas
quase chega tarde demais.
Pouco
depois de o Náutilo percorrer os canais de
Veneza à procura de explosivos, bombas
submarinas começam a explodir e a derrubar a
cidade.
Apenas
algumas proezas de raciocínio e alguns atos
heróicos conseguem impedir sua destruição.
Allan Quatermain desmascara o Fantasma.
Embora
esses personagens possam significar pouco ou
nada para muitos espectadores, eles são
apresentados com humor e toques bizarros pelo
diretor Stephen Norrington ("Blade, o Caçador
de Vampiros"), a partir de um roteiro de
James Dale Robinson.
Mas
o que mais chama a atenção é o mundo que
esses personagens habitam. Sombrios, dourados
e resplandecentes com os ornamentos típicos
da época imperial, os cenários criam um
ambiente sedutor enraizado no passado, mas com
tom futurista.
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