O
grande vilăo do título é um clone do capităo
Picard (Patrick Stewart), criado pelos romulanos
para algum dia tomar o lugar do líder e atuar
como informante no interior da Federaçăo.
O
plano foi abandonado muito tempo atrás e o clone,
Shinzon (Tom Hardy), foi enviado para fazer
trabalhos forçados nas infernais minas de dilítio
de um planeta irmăo de Romulan.
Agora,
com o enigmático Vice-rei (Ron Perlman) a seu
lado, o amargurado Shinzon conspira para derrubar
Picard, a nave Enterprise e a própria Terra,
destruindo tudo que se opơe em seu caminho. E
ele precisa pegar uma transfusăo de sangue de
Picard em pouco tempo, antes que uma variante
mutante de seu DNA clonado o mate.
Em
certo nível, Nêmesis é sobre o confronto entre
imagens espelhadas: entre Picard e Shinzon (que se
parece muito com o próprio Picard quando este
tinha seus 20 e poucos anos) e entre o andróide
simpático Data (Brent Spiner, co-autor da trama
do filme) e um protótipo anterior dele mesmo, o
B-4 (também representado pelo versátil Spiner).
Nos
melhores momentos do filme, o diretor Stuart Baird
(Momento Crítico, U.S. Marshals - Os Federais)
trabalha esses fragmentos de maneira que resulta
numa espécie de grandeza outonal, especialmente
numa ótima cena de um jantar entre Picard e
Shinzon que segue plenamente o espírito das
melhores aventuras de Jornada nas Estrelas,
dirigidas por Nicolas Meyers.
Apesar
disso, há um quê de reduzido, de pouco
abrangente, em Nêmesis que faz com que, na maior
parte do tempo, o filme mais pareça um episódio
ligeiramente incrementado da série de TV Jornada
nas Estrelas - A Próxima Geraçăo.
Faltam
a ele o clima de busca épica e os elencos de ótimos
atores que fizeram parte dos filmes mais memoráveis
da série. Salva-se a atuaçăo sempre
convincente e majestosa de Stewart, sem falar no
novato Hardy, que demonstra carisma num papel de
vilăo convencional.
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