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“Pioneiro
é aquele que primeiro abre ou descobre caminhos através
de regiões desconhecidas”. Esta é uma frase que bem
define o DJ Anderson Noise e a importância de sua
contribuição para a cena de música eletrônica em
Belo Horizonte.
Quando
se ouve falar de Anderson Noise, vem imediatamente à
mente a imagem de sua família: o “clã Noise”, como
o público os chama, composto, além de Anderson, da
Mama Noise, eterna “hostess” das festas do filho, e
do DJ Alvinho Little Noise, que, como o irmão,
não deixa ninguém parado na pista.
Pioneirismo
e família, são essas as duas marcas registradas do DJ,
que começou sua carreira em 1989, com a explosão do
Acid House, discotecando em festas e eventos.
Como
diz Anderson, “a função do DJ é emocionar as
pessoas”. Podemos compará-lo, portanto, a um maestro,
que deve colocar numa só harmonia (ou melhor, numa só
freqüência) música, público e ambiente.
Chegando
aos 10 anos de carreira e sendo elogiado por inúmeras
pessoas pela sua dedicação e profissionalismo, Noise
tem um sólido “background”, que inspira confiança
em quem ainda não o conhece e serve de exemplo para
qualquer um que queira seguir a carreira de DJ e
produtor.
Vejam-se
alguns fatos: Em 1992, Anderson começou a se dedicar à produção de eventos, como a DANCING NOISE (sete edições),
a RAVE NOISE (sete edições) e a FEEL THE NOISE
(realizada no manicômio Raul Soares). Em 1995, foi
residente do clube "Pagã" e realizou vários
eventos com a participação de DJs nacionais e
estrangeiros no local.
No
ano seguinte, Noise lançou seu primeiro CD de compilações,
“Paralisia Cerebral”, agradando ao público e à crítica.
Após isto, foi o único mineiro convidado a
incluir uma música no "Eletronic Music" 1997
(Mercado Mundo Mix -Sony), o primeiro CD 100% nacional
do gênero. Ainda em 1997, Anderson Noise ganhou o prêmio
"Destaque Underground", eleito pela revista
especializada “DJ Sound”. Foi nesta época que os
eventos produzidos pelo DJ tomaram uma proporção
maior, tornando-se importantes marcos na noite de Belo
Horizonte. Contando com uma superprodução e um grande
público, estas festas aconteciam (e ainda acontecem) em
locais inusitados, como shopping centers, concessionárias
de automóveis, prédios tombados pela prefeitura, etc.
O resultado de tais iniciativas é que Belo Horizonte
hoje figura no roteiro dos melhores DJs nacionais e
estrangeiros.
Além
das festas próprias, Anderson Noise já se apresentou
nas maiores raves brasileiras – “Skol Beats”, “Avonts”,
“XXperience”, “Earth Dance”, “Parada da
Paz”, “Rave Sudamericana”, “MMM Parties”,
“Hyper” e “Eletronika” - e discotecou ao lado de
DJs como Laurent Garnier, Mathew Bushwacka B., Vibe,
Dave Angel, Stacey Pullen, Kevin Saunderson, ScanX e
Julian Liberator. Apresentou-se também em
raves na Alemanha (The Hole) e em Londres (Trancentral).
O
ano de 99 foi cheio de novidades. Anderson surpreendeu
todos ao lançar o selo “Noise Music”, que agradou
em cheio aos apreciadores de música eletrônica, e
cujos primeiros lançamentos já se encontram nos
“cases” dos maiores DJs de tecno do mundo.
Simultaneamente, assinou o projeto “Noise Music Tour”,
que excursionou o país inteiro. A turnê virou sucesso
nacional e já concluiu sua terceira edição. Somado a
isto, Noise realizou o feito de se apresentar, pela
primeira vez no país, discotecando com 4 toca-discos ao
lado de seu irmão Alvinho Little Noise, formando o duo
“The Noise Brothers”.
Quando
já não se esperavam mais surpresas, eis que surge um
trio elétrico tecno
em pleno carnaval temporão, o Carnabelô 99! O
sucesso foi tanto que a partir daquele ano o bloco NOISE
passou a fazer parte oficialmente do Carnabelô . Vale
lembrar que o bloco “Noise Music” é inédito, por
ser o primeiro bloco de música eletrônica em um
carnaval temporão no Brasil, agregando, assim, o
“underground” ao “mainstream” brasileiro.
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