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O
dj Gustavo Peluzo, mineiro há 21 anos, já dividiu as pick-ups
com grandes nomes da música eletrônica nacional e
internacional. Seu set é basicamente voltado ao Techno
e Hard-Techno passando por um pouco de Techouse. É
considerado, por muitos, uma das grandes promessas do
techno atual. Atua
também como produtor musical. Recentemente,
produziu uma música com
o dj e amigo Murphy e outra com os Minimalistas que está
no seu cd, o Tech-in 2, que
ao longo do seu set o dj apresenta.É responsável pelo projeto “Lenha”,
que vai para sua terceira edição. Recentemente foi
convidado para ser residente da Boate “A Loca”, em São
Paulo. O resto você confere a seguir, em entrevista
realizada na Livraria Siciliano (Diamond Mall) onde ele
nos contou sobre o inicio de sua carreira, planos, mostrou
fotos da infância e carreira.
[Ferveção.com]
Você começou a tocar em 1997. Como foi esse
interesse pela música eletrônica?
[Gustavo
Peluzo]
Foi
quando comecei a freqüentar uma casa noturna que
se chamava “Templum”, era muito novo na época e
queria muito ser Dj. Como a casa fechou comecei a ir na
extinta Escape, num belo dia vi o Anderson Noise tocar,
achei ducaralho!!!
[F]
O que você sentiu a primeira vez que encarou as
pick-ups? Qual a emoção de tocar?
[GP]
A
primeira boate que toquei foi a Arena tinha lá meus 17
anos misturava um pouco de house com techno. Estava
muito nervoso, mas meu set agradou muito. Passar de
espectador à atração principal... é uma coisa de
louco! Em seguida fui chamado para residir às matinês,
mensalmente.
[F]
Como você define o seu som, seu estilo? E suas influências?
[GP]
No
momento o meu som é definido como Hard-Techno, mas toco
muito Techno e às vezes Techouse. Bem as influencias
vem de vários produtores como: The Advent, Dj Rush,
Cristian Varela, Marco Bailey, Umek, Adam Bayer, Redhead,
Oxia, Henrik B, Renato Cohen entre outros...
[F]
O que sua família disse quando soube que seria DJ?
[GP]
No
começo não estavam botando fé, mas quando comecei a
tocar com freqüência aí a guerra começou, não
gostam muito do meu trabalho de Dj e sempre criticam.
[F]
Qual o seu processo de trabalho, onde você busca seus
materiais?
[GP]
Pesquiso
muito na internet, compro em varias lojas de vinil. No
Brasil compro no Rio e em São Paulo, no exterior compro
em Seattle e em Boston, compro muito pela internet.
[F]
Vinil é muito caro, não?
[GP]
É
verdade, é caro mesmo. Gira em torno de uns R$ 42,00 e
para quem tá começando a coisa é meio difícil.
[F]
Vale
tocar CD?
Vale
tocar CD?
[GP]
Por
exemplo, para quem produz músicas próprias, o jeito é
tocar em CD mesmo ou então gravar em vinil, mais ai o
custo do vinil já sobe para uns US$ 70,00. E no Brasil
existe apenas uma loja especializada em gravação de
vinil.
[F]
Público de música eletrônica costuma ser rotulado de
drogado. Isso dificulta na negociação dos eventos?
[GP]
O
consumo de drogas é grande, isso é óbvio, em todo
lugar tem drogas, não só na e-music. Aconteceu em 70
com os hypies, nos anos 80 com o rock e agora é a vez
da e-music. A droga tá ali usa quem quer, quem não
quiser não usa.
[F]
Como tá coisa em Sampa?
[GP]
Em
sampa? Vish! a cada dia que eu vou pra lá fico louco! A
cena de techno cresce a cada dia. Tem investimento,
apoio, união... Não fica só reclamando. Se tiver
festa vai, se não tem vai e faz!
[F]
Tá acontecendo uma invasão mineira? Você tem tocado
em SP direto...
[GP]
(risos)
É. O Anderson e o Alvinho tocam fora do Brasil direto. O Daniel Maia
arrebentou em Manaus. Se estamos agradando a públicos tão
distintos, é porque realmente oferecemos música de
qualidade. Eu agora sou residente, mensal, do clube
paulista “A Loca”.
[F]
E a “Lenha”, seu Cd TECH-IN 2 e agora produtor...
[GP]
Comecei fazer a
Lenha pelo fato que BH estava faltando uma noite só de
Techno, tenho muito orgulho de ser o responsável pelo
projeto, mesmo sem
patrocínio estou lutando a cada dia para que
outra edição aconteça. Meu CD foi feito independente
pelo motivo de divulgar o meu trabalho.Minha carreira de
produção está sendo bem aceita, estou apenas começando,
produzo músicas próprias e produzi uma música com o
Dj Murphy (SP), e outra com os Minimalistas. Mas não
pretendo parar com essas parcerias.
[F]
E como é essa historia com o Murphy?
[GP]
Conheci
o Murphy a um ano, amigo e dj que admiro muito já faz
algum tempo e passamos a nos corresponder pela internet
(ICQ) e conversa vai conversa vem , ele me enviou alguns
set’s dele e eu os meus. Combinamos dele vir tocar na
“Lenha” e ai... o cara LENHOOOOU mesmo! Estou
negociando uma terceira edição do evento.
[F]
Você passou a fazer parte do casting de
uma
Agência de
Dj's.
Facilita o trabalho?
de
uma
Agência de
Dj's.
Facilita o trabalho?
[GP]
Facilita
sim, a agencia que cuida da minha agenda, ela cuida também
dos cachês. Se tiver problema com cachê, a agencia
resolve.
[F]
Você passa muito tempo na internet. Como ela pode
ajudar na musica eletrônica?
[GP]
Pesquiso
bastante as novidades que tem saído. A web auxilia
muito o dj, já que ele pode ouvir os discos nas lojas
virtuais, ouvir os set’s de outros dj’s de qualquer
estilo que esteja disponível em determinado site.
[F]
Quais são as melhores e piores coisas no dia a dia de
um DJ?
[GP]
A
cada dia você conhece várias pessoas, faz contatos.
Tocar pra mim já é a melhor coisa! Agora, a alta do dólar,
inveja, as pessoas que se aproximam só por interesse...
é duro de aturar.
[F]
Da nova safra de dj’s, quem você acha que tá
mandando bem?
[GP]
Olha
tem vários Dj’s que estão detonando, vou citar os
que eu já vi tocando e que tocam Techno: Luiz Gustavo,
Menorah, Bruno Mendes, Anselmo Taiti, Marctech, Rafael
Rossi (SP), Lukas (Campinas), e a dupla Eto e Gabi
(Campinas).
[F]
Tocar em clube ou rave? Por que?
[GP]
Olha,
depende do Clube ou da Rave, Mas se for um Clube e uma
Rave só de Techno com um puto Line up, prefiro uma Rave.
Mas tocar em Clube e Rave com um público bacana já está
ótimo.
[F]
Qual lugar mais difícil onde já tocou?
[GP]
Numa
Rave em Nova Lima há uns 2 anos, os toca discos estavam
com um leve problema, suei para tocar.
[F]
E as “marias pick-up”, a marcação é forte?
[GP]
(risos)
Um pouco,
mas não curto ficar com uma pessoa que quer ficar com
você pelo motivo de você ser Dj. Não dou muita idéia,
pois já tenho namorada.
[F]
O que você está ouvindo ultimamente?
[GP]
Depende
da hora, gosto de ouvir os set’s que eu ganho, ouço
House, Drum’n’Bass, Techouse
e principalmente Techno e Hard-Techno. Ouço também
Jamiroquai.
[F]
Você tem medo de alguma coisa?
[GP]
Sim,
a alta do dólar. Imagina só o preço do vinil!? E
trazer alguém de fora pra tocar aqui?!
[F]
O que você faz durante o dia?
[GP]
Estou
no 3.º período de Ciências Contábeis. Estudo pela
manhã e faço estágio à tarde. No restante do tempo
toco minha carreira.
[F]
É verdade que você tem um filho?
[GP]
Essa
é a outra paixão da minha vida. Chama-se Arthur, de
dois anos. É o resultado de um relacionamento de três
anos. Atualmente ele mora com a mãe. Ter um filho aos
19 anos mexe muito com a cabeça da gente. Cria uma
responsabilidade, um amadurecimento precoce.
Hoje não imagino minha vida sem o Arthur.
[F]
Como era sua infância?
[GP]
Foi
uma época legal. Jogava bola. Estudava pra tirar notas
boas (é, dava pra passar de ano). Fui instrutor de
capoeira na adolescência também.
[F]
Quais são seus próximos projetos?
[GP]
Estou
trabalhando para que a próxima “Lenha” aconteça,
quero produzir mais e mais musicas.
[F]
Fala-se tanto em música
de playboy, quais são as... Sete
mais do Gustavo Peluzo? (risos)
[GP]
1
- Peluzo Vs Murphy - Caboclo Panguá
2 - Marco Bailey -
Datex
3
- Gustavo Peluzo - Tucho
4
- The Advent - Fantasy Bitch
5
- Minimalistas - Sei Lá
6
- Murphy - Non Sense
7
- Axel Karakasis - Ebony
“I
Love Techno”!
Contatos:
(31) 3421 1828 / (31) 9947-1848
djgustavopeluzo@hotmail.com
www.djgustavopeluzo.rg3.net
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