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ENTREVISTA - DJ GUSTAVO PELUZO - 01/dez
 

Noite FilTek no bar Lugar

[F] O pessoal das festas de música eletrônica é fiel, ou a maioria é pára-quedista?

[GP] Existem muitas pessoas que são fiéis, mas também muitos pára-quedistas, no Drum’n’Bass, a coisa é mais unida, 85% são os amantes do DnB.  Eles conversam uns com os outros, interagem sem carão, sabe. 

[F] As pessoas reclamam da falta de festas maiores. Como resolver o problema? As pessoas reclamam da falta de festas maiores. Como resolver o problema?

[GP] Muita gente reclama mas na hora não vai, quase ninguém patrocina e nem apóia a cena aqui em BH, djs internacionais tá muito difícil trazer devido a alta do dólar, mas no Brasil temos vários dj’s que além de ótimos são  consagrados internacionalmente. Mas se tivermos mais espaços, oportunidade e união, a cena de Belo Horizonte crescerá e muito.

Gustavo na Siciliano Diamond Mall  

Escolhendo fotos

Gustavo anotando as suas... "7 mais"

Dyarlen Neves, Gustavo Peluzo e Nadine Vilhena [Gerente Siciliano]

Gustavo e Augusto Croppo no Skol Beats

Gustavo e dj Rafael

Gustavo Peluzo e Renato Cohen

  Gustavo e Daniel Maia

  Gustavo 02 anos de idade [dez/1983]

  Gustavo aos 12 anos

Arthur Peluzo, filho de Gustavo [banner da Lenha na parede]

agradecimentos:

Siciliano

O dj Gustavo Peluzo,  mineiro há 21 anos, já dividiu as pick-ups com grandes nomes da música eletrônica nacional e internacional. Seu set é basicamente voltado ao Techno e Hard-Techno passando por um pouco de Techouse. É considerado, por muitos, uma das grandes promessas do techno atual. Atua também como produtor musical. Recentemente, produziu uma música com o dj e amigo Murphy e outra com os Minimalistas que está no seu cd, o Tech-in 2, que ao longo do seu set o dj apresenta.É responsável pelo projeto “Lenha”, que vai para sua terceira edição. Recentemente foi convidado para ser residente da Boate “A Loca”, em São Paulo. O resto você confere a seguir, em entrevista realizada na Livraria Siciliano (Diamond Mall) onde ele nos contou sobre o inicio de sua carreira, planos, mostrou fotos da infância e carreira.

[Ferveção.com] Você começou a tocar em 1997. Como foi esse interesse pela música eletrônica?

[Gustavo Peluzo] Foi  quando comecei a freqüentar uma casa noturna que se chamava “Templum”, era muito novo na época e queria muito ser Dj. Como a casa fechou comecei a ir na extinta Escape, num belo dia vi o Anderson Noise tocar, achei ducaralho!!! 

[F] O que você sentiu a primeira vez que encarou as pick-ups? Qual a emoção de tocar?

[GP] A primeira boate que toquei foi a Arena tinha lá meus 17 anos misturava um pouco de house com techno. Estava muito nervoso, mas meu set agradou muito. Passar de espectador à atração principal... é uma coisa de louco! Em seguida fui chamado para residir às matinês, mensalmente.

[F] Como você define o seu som, seu estilo? E suas influências?

[GP] No momento o meu som é definido como Hard-Techno, mas toco muito Techno e às vezes Techouse. Bem as influencias vem de vários produtores como: The Advent, Dj Rush, Cristian Varela, Marco Bailey, Umek, Adam Bayer, Redhead, Oxia, Henrik B, Renato Cohen entre outros...

[F] O que sua família disse quando soube que seria DJ?

[GP] No começo não estavam botando fé, mas quando comecei a tocar com freqüência aí a guerra começou, não gostam muito do meu trabalho de Dj e sempre criticam.

[F] Qual o seu processo de trabalho, onde você busca seus materiais?

[GP] Pesquiso muito na internet, compro em varias lojas de vinil. No Brasil compro no Rio e em São Paulo, no exterior compro em Seattle e em Boston, compro muito pela internet.

[F] Vinil é muito caro, não?

[GP] É verdade, é caro mesmo. Gira em torno de uns R$ 42,00 e para quem tá começando a coisa é meio difícil.  

[F] Vale tocar CD? Vale tocar CD?

[GP] Por exemplo, para quem produz músicas próprias, o jeito é tocar em CD mesmo ou então gravar em vinil, mais ai o custo do vinil já sobe para uns US$ 70,00. E no Brasil existe apenas uma loja especializada em gravação de vinil.

[F] Público de música eletrônica costuma ser rotulado de drogado.  Isso dificulta na negociação dos eventos?

[GP] O consumo de drogas é grande, isso é óbvio, em todo lugar tem drogas, não só na e-music. Aconteceu em 70 com os hypies, nos anos 80 com o rock e agora é a vez da e-music. A droga tá ali usa quem quer, quem não quiser não usa.

[F] Como tá coisa em Sampa?

[GP] Em sampa? Vish! a cada dia que eu vou pra lá fico louco! A cena de techno cresce a cada dia. Tem investimento, apoio, união... Não fica só reclamando. Se tiver festa vai, se não tem vai e faz!

[F] Tá acontecendo uma invasão mineira? Você tem tocado em SP direto...

[GP] (risos) É. O Anderson e o Alvinho tocam fora do Brasil direto. O Daniel Maia arrebentou em Manaus. Se estamos agradando a públicos tão distintos, é porque realmente oferecemos música de qualidade. Eu agora sou residente, mensal, do clube paulista “A Loca”.

[F] E a “Lenha”, seu Cd TECH-IN 2 e agora produtor...

[GP] Comecei fazer a Lenha pelo fato que BH estava faltando uma noite só de Techno, tenho muito orgulho de ser o responsável pelo projeto, mesmo sem  patrocínio estou lutando a cada dia para que outra edição aconteça. Meu CD foi feito independente pelo motivo de divulgar o meu trabalho.Minha carreira de produção está sendo bem aceita, estou apenas começando, produzo músicas próprias e produzi uma música com o Dj Murphy (SP), e outra com os Minimalistas. Mas não pretendo parar com essas parcerias.  

[F] E como é essa historia com o Murphy?

[GP] Conheci o Murphy a um ano, amigo e dj que admiro muito já faz algum tempo e passamos a nos corresponder pela internet (ICQ) e conversa vai conversa vem , ele me enviou alguns set’s dele e eu os meus. Combinamos dele vir tocar na “Lenha” e ai... o cara LENHOOOOU mesmo! Estou negociando uma terceira edição do evento

[F] Você passou a fazer parte do casting de uma  Agência de Dj's. Facilita o trabalho? de uma  Agência de Dj's. Facilita o trabalho?

[GP] Facilita sim, a agencia que cuida da minha agenda, ela cuida também dos cachês. Se tiver problema com cachê, a agencia resolve.

[F] Você passa muito tempo na internet. Como ela pode ajudar na musica eletrônica?

[GP] Pesquiso bastante as novidades que tem saído. A web auxilia muito o dj, já que ele pode ouvir os discos nas lojas virtuais, ouvir os set’s de outros dj’s de qualquer estilo que esteja disponível em determinado site.

[F] Quais são as melhores e piores coisas no dia a dia de um DJ?

[GP] A cada dia você conhece várias pessoas, faz contatos. Tocar pra mim já é a melhor coisa! Agora, a alta do dólar, inveja, as pessoas que se aproximam só por interesse... é duro de aturar.

[F] Da nova safra de dj’s, quem você acha que tá mandando bem?

[GP] Olha tem vários Dj’s que estão detonando, vou citar os que eu já vi tocando e que tocam Techno: Luiz Gustavo, Menorah, Bruno Mendes, Anselmo Taiti, Marctech, Rafael Rossi (SP), Lukas (Campinas), e a dupla Eto e Gabi (Campinas).

[F] Tocar em clube ou rave? Por que?

[GP] Olha, depende do Clube ou da Rave, Mas se for um Clube e uma Rave só de Techno com um puto Line up, prefiro uma Rave. Mas tocar em Clube e Rave com um público bacana já está ótimo. 

[F] Qual lugar mais difícil onde já tocou?

[GP] Numa Rave em Nova Lima há uns 2 anos, os toca discos estavam com um leve problema, suei para tocar.

[F] E as “marias pick-up”, a marcação é forte?

[GP] (risos) Um pouco, mas não curto ficar com uma pessoa que quer ficar com você pelo motivo de você ser Dj. Não dou muita idéia, pois já tenho namorada.

[F] O que você está ouvindo ultimamente?

[GP] Depende da hora, gosto de ouvir os set’s que eu ganho, ouço House, Drum’n’Bass, Techouse  e principalmente Techno e Hard-Techno. Ouço também Jamiroquai.

[F] Você tem medo de alguma coisa?

[GP] Sim, a alta do dólar. Imagina só o preço do vinil!? E trazer alguém de fora pra tocar aqui?!

[F] O que você faz durante o dia?

[GP] Estou no 3.º período de Ciências Contábeis. Estudo pela manhã e faço estágio à tarde. No restante do tempo toco minha carreira.

[F] É verdade que você tem um filho?

[GP] Essa é a outra paixão da minha vida. Chama-se Arthur, de dois anos. É o resultado de um relacionamento de três anos. Atualmente ele mora com a mãe. Ter um filho aos 19 anos mexe muito com a cabeça da gente. Cria uma responsabilidade, um amadurecimento precoce.  Hoje não imagino minha vida sem o Arthur.

[F] Como era sua infância?

[GP] Foi uma época legal. Jogava bola. Estudava pra tirar notas boas (é, dava pra passar de ano). Fui instrutor de capoeira na adolescência também.

[F] Quais são seus próximos projetos?

[GP] Estou trabalhando para que a próxima “Lenha” aconteça, quero produzir mais e mais musicas. 

[F] Fala-se tanto em música de playboy, quais são as... Sete mais do Gustavo Peluzo? (risos)

[GP] 1 -  Peluzo Vs Murphy - Caboclo Panguá

         2 - Marco Bailey - Datex

         3 - Gustavo Peluzo - Tucho

         4 - The Advent - Fantasy Bitch

         5 - Minimalistas - Sei Lá

         6 - Murphy - Non Sense

         7 - Axel Karakasis - Ebony

“I Love Techno”! 

Contatos: (31) 3421 1828 / (31) 9947-1848

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