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OS MELHORES DICAS ESTÃO AQUI!
Leia Matérias sobre as bebidas mais consumidas! 
CERVEJA
Até hoje, a região, a época e a maneira como a cerveja nasceu são um mistério. Para renomados historiadores, a cerveja é a bebida alcoólica mais antiga do mundo, pois há vestígios de sua existência datados de 8 mil anos. Ela nasceu, provavelmente, de maneira acidental e foi aperfeiçoada 3 mil anos depois por egípcios e sumérios. A bebida como conhecemos hoje, teve sua origem na Europa durante a Idade Média. Os monges da época produziam cervejas dos mais variados tipos e estilos e, durante o processo de fabricação, consideravam o processo de fermentação um milagre divino, referindo-se ao fermento com God is good, por não entenderem como ele agia. É atribuída a eles a idéia de introduzir o lúpulo na composição da cerveja, substituindo os aromatizantes utilizados inicialmente. Isso mudou sensivelmente o sabor e o aroma da bebida, acentuando a característica e a personalidade das melhores cervejas encontradas hoje em dia. Tipos e Estilos Existem duas principais famílias de cervejas, que diferem basicamente na maneira como são fermentadas: Ale e Larger ( lê-se êiou e lárguer ). Até meados do século 19, toda cerveja era produzida com um tipo de fermento que subia para o topo do tanque em forma de espuma. Esse método é chamado de top fermentation, ou seja, " fermentação no alto" ( erroneamente traduzido como "alta fermentação" ). Todas as cervejas do tipo Ale são produzidas a partir deste tradicional processo, que resulta em cervejas encorpadas, de sabores acentuados e cores diferenciadas. Porter, Stout, Bitter, Barley Wine, Pale, e India Pale são alguns dos estilos da família. Por volta de 1835 surgiu um novo tipo de fermento, o Larger, que ficava depositado no fundo do tanque durante o processo. Este método ficou conhecido como bottom fermentation ou " fermentação no fundo" ( de onde veio a "baixa fermentação" ). Em 1842, os trechos da cidade de Plzen ( Pilsen em alemão ) produziram uma Larger mais clara que as tradicionais que se tornou o estilo de cerveja mais consumido no mundo: o Pilsen. Outros exemplos de Larger são: Bock, Ice, Draft, Light e Chopp.
CHAMPAGNE
No início do século XVII, o monge beneditino Dom Pérignon era o responsável pela adega da abadia francesa de Hautvillers, na diocese de Reims, situada na bela Champagne, região de cerca de 30 mil hectares no centro de um pequeno conjunto de colinas de Reims e de Épernay, cerca de 145 quilômetros a noroeste de Paris. Na época, a região sofrera um rigoroso inverno e com a chegada da primavera, algumas garrafas de vinho da adega insistiam em estourar. Dom Pérignon e os vinicultores locais pensaram, a princípio, tratar-se de obra do demônio, mas continuaram atentos e estudando o fenômeno descobriram que a mudança de temperatura provocava uma segunda fermentação nos vinhos, formando gás carbônico dentro das garrafas e causando, assim, os estouros. A adega passou a utilizar garrafas mais resistentes e rolhas de cortiça seguras por arame para lacrar o vinho, antes tapados com chapinhas de metal, para permitir que ocorresse a Segunda fermentação sem a perda da bebida. No exercício de sua invejável função, ao degustar o novo vinho produzido na adega, Dom Pérignon teria saído correndo por toda abadia, gritando aos monges, incrédulos, "Estou bebendo estrelas" . Em busca de novos sabores, vinicultores adotaram o uso de mais leveduras e de um xarope açucarado durante a segunda fermentação. E desde então, este é o poder do champanhe, provocar alegria, trazer clima de festa, coroar as comemorações. Com seu insuperável charme, é o brinde das grandes conquistas! Hoje, a região de Champagne tem três zonas principais de vinhedos que produzem os sucos essenciais para a manufatura clássica da bebida. Na montanha de Reims, plantam-se as cepas tintas Pinot Noir, no Vale do Marne, há plantação da uva Pinot Meuniere e na Côte des Blancs, ao sul de Épernay, ficam os vinhedos de Chardonnay, a célebre uva branca, que traz o frescor à bebida. Essa mistura, a assemblage, resulta na poção mágica que compõe essa borbulhante bebida.
WHISKY
Sobre à origem do whisky, uns acreditam que tenha surgido nos mosteiros e há quem afirme que a arte de destilar já era praticada pelos celtas, há muito mais tempo, na Escócia e na Irlanda. Por isso esses dois países disputam o mérito da produção do destilado. O mais comum é ouvir que o whisky foi primeiramente produzido na Irlanda, no século V, mas foi a Escócia que ficou conhecida como "lar" do whisky.
Os tipos de Wisky são : Puro Malte - também conhecido como Straight Whisky. Produzido somente com malte de cevada e destilado duas vezes, por processo não contínuo. Esse malte deve ser de uma única destilaria. Passa por um processo de envelhecimento, em barris de carvalho, em pelo menos 8 anos, Vatted - com graduação alcoólica de 40 a 57%. Esse termo é usado na Escócia para definir um scotch feito com mistura (blend) de diversos whiskies de cevada (straight malts), sem a adição de whiskies menos nobres, feitos de outros cereais. Grain Whisky - produzido com cereais de milho, podendo ser acrescido de centeio, cevada e trigo. A destilação ocorre em processo contínuo, uma única vez. Obtém-se, dessa forma, um produto mais barato, leve e neutro. Envelhecimento de 3 a 4 anos. Blended - Blend, em inglês significa mistura. A maioria absoluta dos scotches bebidos no mundo é blend, ou seja, misturas de whiskies de puro malte e whiskies de grão. A proporção das grandes marcas é de 20% a 35% de puro malte e 65% a 70% de grain whisky. O blended varia quanto ao envelhecimento de seus maltes. Os envelhecidos em até 8 anos, são considerados do tipo standard e não trazem referência à idade no rótulo. Os blended de luxo têm a mesma preparação dos do tipo standard , o que os difere , é a utilização de whiskies mais envelhecidos, entre 12 e 20 anos.
RUN
Destilado feito de canas frescas trituradas em moinhos. A cor dourada de alguns tipos é resultado do envelhecimento ou pela adição de corantes de caramelo, mas ao sair do alambique é transparente e cristalino. Hoje cada ilha caribenha produz seu próprio tipo de rum, que sempre é bebido puro e sem gelo e nem adicionados em coquetéis. Cuba, onde em 1861 surgiu a marca mais famosa do mundo, a Bacardi, fora do país desde o início da revolução socialista - produz um rum leve e aromático; a Jamaica faz uma bebida mais encorpada e forte, como o rum appleton; o Haiti, mais aromático; Porto Rico, onde se faz hoje o Bacardi, produz uma bebida com pouco corpo e seca; a Martinica, fino e rico em aromas; Barbados, leve e com muito aroma; Trinidad, leve e sem grandes qualidades; Guiana, não muito frutado, mas o rum com mais cor.
CACHAÇA
Da época da colonização portuguesa, a cachaça é uma bebida tipicamente brasileira. Eram os escravos dos engenhos de açúcar que deixavam a borra do melaço da cana fermentar por alguns dias e extraiam desse processo a aguardente. Destes processos artesanais, utilizados ainda hoje, incluindo a seleção e colheita no período certo da matéria prima, a cana-de-açúcar, e moagem, que são produzidas as melhores marcas de cachaças. Porém, não é tão simples assim, o caldo de cana é fermentado em tachos de madeira e destilados em alambiques de cobre. São desprezados os primeiros e últimos litros da bebida, ficando apenas com o líquido do meio da destilação, chamado de corpo, que então é encaminhado para o envelhecimento em barris de carvalho, de preferência. São diversas as formas de consumo: pura, como aperitivo, misturada a frutas, que compõe a batida. Várias marcas se destacam entre elas as das cidades mineiras de Salinas (Havana e Indaiazinha), de Januária e de São Tiago, Espírito de Minas; a paulista Santo Grau; a catarinense Armazém Vieira, a cearense Ypioca e a carioca Nega Fulo.
CONHAQUE

O conhaque surgiu por volta do século XII, na região de Charente, sudoeste da França, na cidade de Cognac. Ali se produzia um vinho inferior, branco e de graduação alcoólica muito baixa, que era apreciado na Grã-Bretanha e nos países escandinavos. Os produtores tinham dois inconvenientes na produção: por ser muito delicado, ele se deteriorava rapidamente e as taxas pesadas que o governo francês aplicava sobre as bebidas exportadas. Para de sanar tais problemas, alguns vinicultores decidiram destilar uma parte do vinho. O álcool obtido, de alta graduação, muito concentrado, seria exportado e o consumidor acrescentaria água, obtendo um novo vinho. O concentrado também seria utilizado no aumento de graduação alcoólica do vinho branco comum. Entretanto, não há dados históricos, que expliquem porque uma parte desse álcool, não foi exportada, nem incorporada ao vinho. Simplesmente, ficou envelhecendo em barris de carvalho. Com o passar do tempo, essa bebida adquiriu uma cor caramelo e perdeu muito de seu ardor. Nasceu, assim, o conhaque. Em outros países, bebidas parecidas, não podem colocar nos rótulos a palavra conhaque, uma exclusividade das bebidas feitas na região ed Charente, França. A produção consiste em destilar por duas vezes a bebida em alambiques do tipo pot e envelhecida por dois anos em tonéis de carvalho. Muitos conhaques são envelhecidos por três anos e misturados, conhecidos como blended. VSOP são iniciais de Very Special Old Pale (brandy velho muito especial), que indicam que o conhaque foi envelhecido por mais de quatro anos e meio. A maneira ideal de servir o conhaque é à temperatura ambiente e em cálices bojudos, para facilitar o contato com a palma das mãos e permitir um leve aquecimento, propiciando o desprendimento dos aromas da bebida.

TEQUILA
Os Maias e Astecas utilizavam esta bebida para rituais religiosos e festivos chamando-a de pulque. Em 1519 Hernán Cortés, conquistador espanhol, experimentou e gostou desta mistura, e deu nome de Tequila à bebida, pois era a cidade onde estava quando a bebeu. Fabricada através das frutas do agave azul, passando por um cozimento de 72 horas, são espremidas e moídas para extração dos açúcares em seguida o liquido é fermentado para depois partir para uma dupla destilação, de duas horas cada, em alambiques de cobre. Boas marcas: Camino Real, Jose Cuervo, Cancún e Sauza.
VINHO
O vinho acompanha o homem desde tempos imemoriais, confundindo a sua história com a da civilização, contudo não se sabe ao certo, quando ele foi criado.
O homem, já aparecia em reproduções e artefatos antigos segurando uma jarra de vinho. Desde sua criação até os dias de hoje, o vinho esteve ligado à civilização e à religião. Os cristãos, por exemplo, usam o vinho tinto para representar o sangue de Jesus. Em muitas passagens bíblicas, o vinho é citado, no Velho e no Novo Testamento. O primeiro milagre público de Jesus, relatado nas Escrituras, diz respeito à transformação de água em vinho, durante a celebração de um casamento. Já os gregos cultuavam a Baco, o deus do vinho, em meio a banquetes regados com a bebida.
O vinho grego, foi enaltecido e documentado por poetas da Grécia Antiga. Atualmente, sabemos que os vinhos daquele tempo não eram tão bons, quanto os que se produzem hoje. Mesmo não sendo grandes produtores de vinho, os gregos foram os responsáveis pela expansão da cultura do vinho no mundo conhecido até então. Desta feita o vinho chegou pela primeira vez em países que viriam a ser seu verdadeiro lar: a França e a Itália.
Foram encontrados muitos registros de textos sobre o assunto, na Roma Antiga, que indicam que aparentemente, o vinho romano tinha propriedades de conservação extraordinárias, o que leva a crer que era bom. Os romanos possuíam tudo o que era preciso para o envelhecimento do vinho e diferente dos gregos , não se limitavam às ânforas de barro; utilizavam barris e garrafas parecidos com os atuais. Tais informações levam a crer que há 2000 anos, os italianos bebiam um vinho muito semelhante aos atuais: jovem, seco ou forte. A civilização romana, por meio de suas conquistas, também influenciou bastante a produção de vinho no mundo antigo.
Na Idade Média, a Igreja Católica era detentora dos maiores produtores de vinho. Foi nesse período, que surgiram lentamente os tipos de vinhos que hoje se conhece. Entretanto, somente em menções de colheitas realizadas no século XVII foi possível identificar o aumento da qualidade dos vinhos considerados modernos.
Nenhum vinho famoso de hoje já nasceu pronto, nem tão pouco sua evolução cessou. As transformações continuam ocorrendo e para a felicidade dos apreciadores, a busca é sempre por um resultado melhor em todos os sentidos.
SAQUÊ

Embora seja definido como vinho de arroz o saké é tecnicamente uma cerveja. Tem graduação alcoólica de 14 a 18%. É um fermentado de arroz servido quente, já que o calor faz com que o aroma da bebida se desprenda. Para aquecer a bebida coloca-se a garrafa de saké em pequenas panelas e quando atingir a temperatura de 40°C despeja-se o saké em pequenas garrafas de cerâmica, chamadas tokkuri, e para bebê-lo usa-se copinhos de porcelana, chamados sazakuki. Deve ser tomado em pequenos goles.

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