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AS MELHORES DICAS ESTÃO AQUI!
Como surgiu a arte dos Malabares!  


MALABARES
MALABARES

Presença constante em grandes festas e eventos, os malabares - antes restritos aos shows de circo - viraram febre!

Malabares...Jogo, arte, profissão, hobby ou até mesmo uma paixão...É um pouco de tudo isso!

A matéria começou no Mercado Mundo Mix, em São Paulo. Para quem não sabe, é lá onde uma galera se reúne para "brincar" com Devil Stick, Bolinhas, Arcos, Claves, Diabolo, Swing, etc.

Essa "reunião" acontece bem ao lado do estande de Pedro Ramirez, um chileno responsável por trazer o Devil Stick (um bastão e duas baquetas) para o Brasil, há nove anos. Além de fabricar e vender, Pedro Ramirez faz performances de malabares e pirofagia (malabares com fogo) no próprio MMM.

O estande fica lotado...Todos querendo aprender, comprar ou simplesmente ver. Danilo Stocco, um dos "malabaristas de plantão", treina há um ano: "Quando você vem aqui e compra, eles te ensinam o básico. Mas eu comecei vendo as outras pessoas e depois fui aprendendo".

E é assim que funciona no Mercado Mundo Mix. Você vai lá, fica vendo os outros praticando, recebe uma dica aqui, outra ali e de repente já está fazendo o Devil Stick girar no ar: "É como bicicleta...Alguém te ensina o básico e depois você vai se soltando...", comenta Pedro Ramirez.

Praticando bastante e sem desanimar, em um ou dois dias você já pega o básico. "Mas quando alguém vem aqui querendo o devil ou o diabolo com fogo, eu primeiro quero ver o que a pessoa sabe. Tem que girar bastante e não deixar cair no chão. Porque com fogo a pessoa se atrapalha...É mais difícil", alerta Pedro.

Para continuar a matéria sobre malabares, a próxima visita foi o Circo.

Existe uma grande diferença entre o malabarismo praticado em festas e raves e o malabarismo do circo. Em primeiro lugar é a tradição. Claudia Orteney, artista do Betinho Carrero (SP) e diretora da Cia do Circo, é a 8º geração de sua família a trabalhar no circo: "Eles (artistas de festas) amam a arte que é nossa, veio de família", diz.

Cláudia, que é a única mulher no mundo a jogar 7 claves, conta que para chegar o grande dia de se apresentar, eles têm que treinar e ensaiar exaustivamente por, no mínimo, 4 anos! Tudo para uma apresentação perfeita!!

O Devil Stick e o Diabolo são muito populares nos circos da China, de onde são originários. Que o diga o famoso Circo Imperial da China. Mas aqui no Brasil, estão mais associados às festas e raves. "Essa arte do devil stick, do diabolo é milenar. Mas como colocaram umas luzinhas, coisinhas coloridas, começaram a fazer em rave, falaram que não é de circo", diz Claudia.

No Brasil, os malabares mais comuns no circo são as bolinhas e as claves. "Se quiser aprender claves, é melhor procurar um circo escola, para ter alguém que ensine a fazer as manobras", afirma Pedro Ramirez.

E quem estiver interessado em jogar o Devil Stick ou o Diabolo só por hobby mesmo, a dica é se enturmar com essa galerinha que pratica nos finais de semana nas festas, raves, feiras alternativas (como o Mercado Mundo Mix). Com jeito você vai pegando.

Para aprender malabares, não tem idade, não tem profissão! Qualquer pessoa pode treinar. "Dou aula em uma escola de circo onde os pais trazem os filhos para as aulas. Mas nos final, os pais gostam tanto que eles acabam querendo aprender também", conta Cláudia.

E quem disse que malabarismo é só uma diversão?

"O Malabarismo é uma técnica muito abrangente, trabalha a concentração, atenção, lateralidade, coordenação motora, respiração, reflexos, etc… podendo ser associada a diversas técnicas terapêuticas com o objetivo de trabalhar diferentes áreas do organismo de forma lúdica", conta Mariana Jandre, coordenadora da Convenção de Malabares, Circo e Percussão no Brasil.

Cláudia Orteney, além de trabalhar no circo, dar aulas e fazer apresentações pela Cia do Circo, também faz palestras e oficinas em grandes empresas, apresentando os malabares como uma técnica terapêutica para aliviar o stress: "Na hora do almoço, ou antes de entrar na empresa, a gente junta uma turma e fica jogando bolinhas, claves, na sala mesmo. Todo mundo ri, brinca...É um anti-stress, uma terapia".

"Malabares mexe com corpo, mente... No momento que você está jogando, você esquece de tudo. É uma terapia. Não tem como pensar em trabalho, em família, nada", completa Cláudia.

A magia dos malabares está justamente nessa capacidade de estar presente em ambientes e situações que nada têm em comum... Malabares no circo, na festa, na rua, no trabalho... Reunindo pessoas com realidades completamente diferentes.

 
 

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