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BH
Festeja 108 anos de História!
Planejada
nos moldes do que havia de mais
moderno na segunda metade do século
XIX, Belo Horizonte completou dia 12 e
dezembro, 108 anos pra lá de bem
vividos. A nova capital dos coronéis
do café-com-leite, que raiou com a
Nova República e rompeu o cercadinho
da Avenida do Contorno, é hoje um
mosaico de todos os contrastes. Ao
contrário do período de sua fundação,
hoje tem mais mulheres do que homens e sua ocupação beira a casa dos
2,3 milhões de habitantes
Seguindo
a tendência da reforma de Paris, na
França, que em 1870 deixava de ser
uma cidade medieval, cercada por
muralhas, transformando-se em uma metrópole
aberta e com largas avenidas, os
idealizadores de Belo Horizonte
fizeram do velho Curral Del-Rey um
grande canteiro de obras. “A construção
de Belo Horizonte seguia, então, a
tendência da reforma da capital
francesa e de outras cidades do mundo,
que, na época, buscavam se modernizar
a qualquer preço, como Washington,
Rio de Janeiro, Punta Del Este.
Desde sua fundação, as mudanças não
cessaram. O crescimento que se
observou em BH até 1950 foi tão
expressivo quanto o aumento da população,
que saltou de 350.000 para 690.000
habitantes até a década de 1960.
Nesse período, a sede de progresso e
de industrialização pairou sobre a
cidade, que até então crescia em
direção às montanhas. A partir de
então, o eixo se deslocou para as
regiões Oeste e Norte.
Hoje,
o crescimento vertical, incrementado
na segunda metade da década de 1980,
até assusta. Mas, ao contrário do
que se possa imaginar, BH tem muito
mais casas (71,52%) do que
apartamentos (26,98%). As regiões
mais populosas são a Noroeste
(15,10%), Nordeste (12,24%) e Oeste
(11,98%), e a menos habitada, a da
Pampulha, com apenas 6,34% da população.
De acordo com o historiador Marcelo
Machado, em 1977 observou-se uma
estupenda ocupação da cidade,
verificando-se intensa migração em
direção à Região Metropolitana,
que acolheu grande quantidade de
população.
Belo
Horizonte é assim, uma cidade jovem,
na qual o espaço urbano parece em
perene mutação. As marcas dos outros
tempos por vezes quase ocultas, quando
não esmagadas pelas novas estruturas.
Em meio a tudo isso, os cidadãos
elegem ou descartam tais marcas, em
uma relação que os faz interiorizar
o espaço urbano, estabelecendo com
este uma relação particular e
absolutamente pessoal, repleta de
idiossincrasias e sabedoria, que
familiariza e naturaliza pedra, aço,
vidro e madeira que compõem os
volumes da cidade" onde tudo
acontece e revela fatos e pessoas
incríveis.
Raio X da cidade
Fundação - 12 de dezembro de 1897
População - 2.238.526
Mulheres - 1.181.263
Homens - 1.057.263
População idosa - 18,24%
Regiões mais habitadas
Noroeste
- 15,10%
Nordeste - 12,24%
Oeste - 11,98%
Região menos habitada
Pampulha - 6,34%
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Fotolog.net/belohorizonte
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