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No
mês do
Orgulho
Gay
está em cartaz desde o último dia 10 na Galeria de Arte do
Sesiminas, a exposição
"Este",
do artista plástico
Antônio de
Araújo,
mostra a evolução de seu trabalho nos últimos
quatro anos, período em que explorou
diferentes suportes e técnicas, mas sempre
fiel à temática
homoerótica.
"Este" reúne 12 obras agrupadas em
cinco módulos e contempla tanto os desenhos
mais antigos, explícitos e figurativos,
quanto a produção recente, em que o
artista explora novos materiais e a
tridimensionalidade.
"Comecei pesquisando
o desenho homoerótico há quatro anos e agora
estou incorporando materiais que dão algum relevo às obras, como metal, vidro,
tecido, prata e sangue.
O que antes era
desenho começa a ter algo de objeto, de
escultórico. Até pela incorporação desses novos materiais, a temática do
homoerotismo surge de maneira mais simbólica",
diz. Ele ressalta que a mostra em cartaz na
Galeria do Sesiminas ainda guarda alguns
desenhos tradicionais, em grafite sobre papel.
"Quis que esse material mais antigo
entrasse também para que o público perceba o
caminho que venho percorrendo nesses quatro
anos", diz. No que diz respeito à sua produção
mais recente,
Araújo sublinha
que a intenção é elaborar a temática
de forma a acentuar a sinestesia e as
possibilidades expressivas para o diálogo erótico
do espectador com a obra. Tal desejo norteou,
também, a performance que ele fez na abertura
da mostra, quando pendurou casulos de vidro no
próprio corpo e extirpou alguns
piercings
que
ostentava. "Quis mostrar que havia uma
vida latente, que se relaciona com a questão homoerótica, naqueles casulos e no sangue que
escorria quando arrancava os
piercings",
diz.
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